“Grandes amigos”

Olá summer, desculpa por quebrar a rotina postando algo totalmente aleatório, mas veja pelo lado bom, eu estou postando algo, mesmo que contraditório, visto que há alguns meses escrevi um post sobre o meu descontentamento com a rotina, e o quanto ri nas escadas de emergência quando ” O tédio jurou que éramos amigos”, e eu deveria te atualizar e dizer que nos tornamos grandes amigos nesses últimos dias! A propósito, conheço uma menina que ama os seus posts, e também jura que somos grandes amigos, não gosto muito dela, mas até que ela tem um bom gosto, ou talvez não… Bjos! Espero que esteja se cuidando, lavando as mãos e usando máscaras com estampas de capivara!

Fim… A história de Norma Jeane Mortenson, e o seu curioso jeito de fazer um garoto idiota parecer um homem fascinante.

E voltou no derradeiro show com dez poemas e um buquê, como na história de Lily Braun, e eu juro que nunca me senti tão idiota quando me vi enxugando um par de lágrimas no dia em que fez valer o seu último acorde por aqui,
E você tinha esse jeito de dizer que iria ficar tudo bem e essa é a regra do show business,
Mesmo que não estivesse aqui,
Mesmo que estivesse em outros musicais,
Mesmo que tocasse a minha canção de ninar para a sua nova garota preferida,
Enquanto a Marilyn estivesse em mim,
E observasse da coxia a revoada de caras engravatados esperando pelo seu show,
Eu olharia no espelho e me obrigaria a ser irracional.
A Marilyn vivia para os aplausos,
Ela nasceu para as câmeras e olhares,
A Norma era só uma garota morena que te encarava fascinada,
Com a sua forma de dedilhar e machucar suas feridas inevitavelmente,
Todos esses caras, e todos esses shows, e todos esses drinks…
Entendo que é real no fim do dia, é um veneno,
Quando não há mais batons vermelhos, meia calça, salto alto,
Enquanto eles me chamam de Marilyn, e aplaudem o último espetáculo,
Eu não os desejo quando sou apenas a Norma,
Seu nome ecoa, o loop é eterno,
E eu não me perdoo por não ter sido a Marilyn que você queria em seu musical sobre coleções de pessoas, e incompatibilidade,
Eu acabei confundido tudo,
Eu acabei te tornando mais especial que o necessário
E é estranho falar sobre isso,
Eu não passo de uma interprete aspirante à Hollywood,
E você é o cara do piano e das guitarras distorcidas,
Enquanto repito olhando nos seus olhos,
Você repete irritantemente o quanto a Marilyn é talentosa,
O quanto os caras engravatados dariam tudo para tela em seus carros importados,
O quão incrível sou quando não falo sobre amor,
Ou canto “Happy birthday” para o J.Kennedy,
O quanto a Norma é idiota por tentar chamar a sua atenção…
Não entende que ela sou eu?
Sou eu sem todos os truques para te entreter.
Sou eu sem o meu vestido branco esvoaçante,
O que me fez pensar que você seria o único cara deste lugar com quem viajaria para Coney Island no verão…
Enquanto eles estão por mim, uma garota com o cabelo tingido de loiro,
Eu estou por você,
Que nem sabe o meu nome,
E nem sabe quem sou,
E nem sabe que a Marilyn Monroe é a Norma Jeane.
Eu enxuguei as lágrimas, e sabia que aquelas seriam as suas últimas palavras,
Mas não chorei porque aquela seria a última vez que te abraçaria antes de descer as escadarias,
Eu chorei porque você nunca esteve aqui,
Mas saiba que eu sempre estive aí.

Emendando um Soneto – Sosígenes Costa

Eu matei meu amor e foi bom que o matasse,
Meu amor era um lírio e eu não gosto de lírio.
Se ele fosse a madona, eu talvez me casasse
Para o amor me adorar e eu gozar-lhe o delírio.

Eu matei meu amor sem beijá-lo na face.
Meu amor era um lírio e eu não gosto de lírio.
Se ele fosse o meu anjo, eu talvez me casasse
Para vê-lo fumando e descendo do empíreo.

Ninguém sabe quem foi meu amor que matei.
Era o anjo da morte?Era a filha de um rei?
Este crime é um mistério… e é bonito o mistério.

Este segredo azul pus num cofre sidério
Mas em suma eu fiz bem em matar meu amor,
Porquanto ele era um lírio e eu não sou beija-flor.

Submersão

Daqui vejo tudo,
Até mesmo o que há de vir,
Minha visão não é turva,
Eu já não ouço a minha voz,
É quase tudo inaudível…

É um estado pleno
Entre o ficar e ir,
Ficar, submerso
Enquanto os pensamentos se diluem
Ao chegar à tona,
Enquanto me poupo da minha guerra interna…

Daqui é quase tudo mais certo
Há a certeza de que o mar me rejeitará,
Mais cedo ou mais tarde,
(Mais tarde),
Há a certeza de que tudo é vão,
Tudo é vão e se vai,
Ao vir à tona.

Eu fico!
Debaixo do Sol tudo é em vão
Sentimentos são efêmeros
Efêmeras são as palavras,
A pressão te desfaz,
Não confie em ninguém.

Daqui de dentro o sol é pouco,
O mar abriga o que não lhe convém!
Talvez esse seja o segredo,
O mar também tem esse jeito de fazer tudo parecer romântico.

“Mãe, minha depressão é como uma metamorfose…”

Mãe, minha depressão é como uma metamorfose, em um dia ela é tão pequena quanto um vagalume na pata de um urso, e no próximo dia, é o urso. E nesses eu me finjo de morta até que o urso me deixe sozinha. Eu chamo os dias ruins de “dias sombrios”.

Minha mãe me diz: “Tente acender velas.”

Quando eu velo uma vela eu vejo o brilho de uma igreja, a terminação de uma chama, as faíscas de uma memória mais jovem que o meio dia. Eu estou de pé, ao lado do seu caixão aberto. É nesse momento que eu percebo que cada pessoa que eu conheci irá algum dia me deixar. Além disso, mãe. Eu não estou com medo do escuro, talvez isso seja parte do problema.

Minha mãe me diz: “Acho que o problema é que você não consegue levantar dessa cama!”

Eu não consigo, a ansiedade me mantém refém dentro da minha própria casa, dentro da minha própria mente.

Minha mãe me diz: “Da onde a ansiedade vem?”

Ansiedade é o primo de fora da cidade fazendo uma visita, que a depressão se sentiu obrigada a levar para a festa. Mãe, eu sou a festa, só que eu sou uma festa que eu não quero ser, uma festa na qual eu não quero estar.

Minha mãe me diz: “Por que você não vai à uma festa de verdade ver seus amigos?”

Claro! Eu faço planos, eu faço planos mas eu não quero ir, eu faço planos porque sei que eu deveria querer ir, eu faço planos pois sei que algumas vezes gostaria de ter ido, é que simplesmente não é muito legal se divertir quando você não quer se divertir, mãe!

Sabe, mãe, toda noite a insônia me pega em seus braços e me larga na cozinha, no tênue brilho da luz do fogão. A insônia tem esse jeito romântico de fazer a lua parecer uma perfeita companhia.

Minha mãe me diz: “Tente contar ovelhas.”

Mas minha mente só consegue contar razões para continuar acordada. Então eu saio para caminhar, meus joelhos disfêmicos fazem “clack” como colheres de prata seguradas em braços fortes com pulsos frouxos. Eles tocaram minha cabeça como desajeitados sinos de igreja. Me lembrando que estou sonambulando em um oceano de felicidade no qual eu não posso me batizar.

Minha mãe diz que: “Ser feliz é uma decisão.”

Mas minha felicidade é mais oca do que um ovo furado por uma taxinha. Minha felicidade é como uma febre fervente, que a qualquer momento pode estourar.

Minha mãe me diz que: “Eu sou tão boa em fazer algo do nada.” E depois na cara dura me pergunta se eu não tenho medo de morrer. Não, eu não tenho medo de morrer, eu tenho medo de viver. Mãe, eu sou sozinha. Acho que aprendi, quando o papai foi embora, a transformar a raiva em solidão, e a solidão em ocupação. Então quando eu te digo que tenho estado super ocupada, na verdade eu quero dizer que tenho caído no sono assistindo o jornal esportivo no sofa para evitar confrontar o espaço vazio na minha cama, mas sempre acabo sendo arrastada de volta para ela. Até que meus ossos sejam os fósseis esquecidos de uma cidade esquelética afundada e minha boca um cemitério de dentes quebrados de tanto morder a si mesmos. O auditório vazio de meu peito com esses ecos de batidas do coração. Mas eu sou apenas uma turista descuidada agora, eu nunca vou verdadeiramente sabem de todos os lugares em que estive.

Minha mãe ainda não entende. Mãe, voce não consegue perceber que eu também não?

Saudade

É tudo sobre a saudade,
A saudade nunca foi coadjuvante, ela faz de tudo para ser a figura central , e é!
fragmenta…

É tudo sobre a falta, e sobre o que ficou para trás, deveria estar atrás,
É tão presente, é agora! (in) felizmente, passou, mas a ferida, ha! “A ferida às vezes nunca sara”

“A saudade não é um substantivo abstrato”, desafia a sua classificação gramatical, a saudade é uma visita indesejada, eu a conheço! É uma festa da qual eu não queria fazer parte.

“A saudade é o revés de um parto, a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu”
Hoje sinto saudades de quem eu era, antes de ser e permanecer na festa.

Abril…

Nem tudo esteve ao nosso favor
Não tivemos girassóis no fim do ano
Quase não houve verão, eu estive aqui todo o tempo.

Mas a travessia foi longa, eu quis velar seu sono sem saber que o tempo não me esperaria, na verdade ele não te esperou,
Será que te devo desculpas?

Devo, estranho bom, devo dizer que foi uma honra aprender a ser só mesmo estando com você! Isso fez sentido durante um tempo, você me fez bem pra caralho, mas de tanto tentar aprender a ser só, esqueci que quando se aprende não há como desaprender.

Agora deixarei mais uma vez o mar me envolver, sem mágoas e feridas para cicatrizar, exceto aquelas que você conhece bem, e elas estiveram estampadas por toda parte de mim, todo esse tempo, todos esses anos… Eu precisava me cuidar, e eu preciso! Eu ainda preciso.

Eu preciso aprender a ser só.

Eu preciso aprender a descansar em meu próprio colo,
eu preciso aprender a enxugar as minhas lágrimas.
Eu preciso aprender a me consolar em meu próprio abraço,
eu preciso aprender a ser só.

Eu preciso aprender a olhar no fundo dos meus olhos,
eu preciso aprender a olhar fixamente para o espelho.
Eu preciso aprender a demonstrar todo amor que sinto pela minha projeção,
eu preciso aprender a ser só.

Eu preciso aprender a me queimar no meu próprio fogo,
eu preciso aprender a cantar a minha própria música.
Eu preciso aprender a dançar a minha própria dança,
eu preciso aprender a ser só.

“Eu preciso aprender a me amar acima de tudo.”
“Eu preciso aprender a passar por cima de todos.”
“Eu preciso aprender a ser menos humano.”
“Eu preciso aprender o que é apatia.”
“Eu preciso aprender a viver do meu ego.”
Eu preciso, preciso aprender que quando se aprende não se pode desaprender.

E eu sigo…

Aprendendo a ser só,
aprendendo a jogar,
vivendo e aprendendo.

Eu preciso aprender a ser só,
eu preciso aprender a ser forte, e por isso, eu preciso aprender a ser só
e quando aprender a ser só, será uma grande vitória sob mim, será uma grande vitória.

Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só
Eu preciso aprender a ser só…